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Apesar da crise, setor portuário é menos afetado do que o esperado

30/06/2020 - Terça-Feira
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Foram transportadas 340.588.296 toneladas pelos portos públicos e terminais privados

Apesar da crise, setor portuário é menos afetado do que o esperado

Enquanto várias áreas foram impactadas por conta do novo coronavírus, com queda de faturamento e dificuldades em manter a produção, o setor portuário se mostrou resistente aos efeitos da pandemia, não registrando quedas tão expressivas quanto as apresentadas por outros setores durante o início de 2020, período tão afetado pela crise.

De acordo com dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o montante transportado durante os quatro primeiros meses do ano pelos portos públicos e terminais privados foi de 340.588.296 toneladas, o que corresponde a um crescimento de 3,71% em comparação com o mesmo período de 2019. Além disso, ainda em relação aos primeiros quatro meses de 2020, o destaque foi para a movimentação de combustíveis minerais, com crescimento de 17,54%. Apesar disso, os números mostram uma queda ao ser desconsiderado o transporte das plataformas. Sem incluir esse ponto, o mês de abril apresenta uma redução de 19,21% em relação ao mesmo período de 2019.

Ainda de acordo com a Antaq, outro ponto que apresentou aumento foi a atividade de cabotagem, que registrou alta de 11,3% na movimentação entre janeiro e abril de 2020. A cabotagem consiste na navegação entre portos marítimos, sem perder a costa de vista, sendo contraponto da navegação de longo curso entre portos de diferentes nações.

Para que os produtos a granel fiquem prontos para o consumo, é necessário que eles passem por algumas etapas específicas após chegarem ao seu destino. O uso de alguns itens, como a peneira vibratória, é essencial para que a carga seja separa e ensacada de forma correta, sempre adaptando tudo de acordo com o tipo de granel, que pode ser sólido, como soja e minérios de ferro, ou líquido, como petróleo e suco de laranja.

Apesar da situação em parte favorável, especialistas recomendam que os próximos passos sejam feitos com cautela, já que não há garantia de que o setor resista completamente inabalado à crise. Com o passar do tempo, existe o risco de que as vendas de insumos industriais sejam impactadas, enquanto o risco de exportação de alimentos é menor. O fator que seria o estopim para quedas no setor portuário é, principalmente, algum efeito sobre a economia chinesa, um dos parceiros comerciais mais importantes do Brasil.


Fonte: Conversion





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