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Com leis cada vez mais restritivas, indústria volta os olhos para a produção de copos de papel

08/04/2019 - Segunda-Feira
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Na CartonDruck, o produto já representa 5% da produção e a expectativa é aumentar em quatro vezes a participação neste mercado

Com leis cada vez mais restritivas, indústria volta os olhos para a produção de copos de papel

A busca por um mundo mais sustentável e menos poluído cresce a cada dia no mundo todo. Depois do movimento para o não uso de canudos de plástico, neste ano a discussão para que os copos do mesmo material tenham o mesmo fim entram em cena aqui no Brasil. No Distrito Federal, uma lei para proibição do uso de ambos está em tramitação e, em cidades como o Rio de Janeiro, o debate está em pauta. O objetivo é que estabelecimentos sirvam bebidas usando canudos e copos biodegradáveis ou feitos de materiais como vidro ou inox, gerando cada mais conscientização e preservação ambiental. Grandes marcas de bebidas também passarão a partir deste ano a oferecer embalagens com canudos de papel em seus produtos.

Há alguns anos, a CartonDruck, uma das mais conhecidas indústrias gráficas da América Latina, já fabrica copos de papel para os mais diversos segmentos. “A produção de copos de papel representa menor uso de água, emissão de gases nocivos e enquanto um copo plástico descartável demora mais de 400 anos para se decompor, o de papel leva 18 meses. Há vários anos estamos nos adaptando a um formato ambientalmente responsável. Somos especializados em embalagens de papel para clientes que incluem os maiores players do Brasil em cosméticos, remédios e fast food. Defendemos e fazemos o uso de papéis reciclados em detrimento ao plástico”, explica Hercílio Baumgarten, presidente da CartonDruck.

No parque fabril de 15 mil metros quadrados, instalado em Blumenau (SC), são produzidos 12 milhões de copos de papel por mês. Nos próximos cinco anos, o objetivo é atingir 48 milhões de unidades mensalmente. Hoje, a empresa fatura R$ 170 milhões por ano e planeja destinar investimentos de cerca de R$ 36 milhões nesta área, já que o produto representa 5% do faturamento e a meta é aumentar a participação em 20%.

Mesmo ainda havendo um percentual de acréscimo no valor final em relação aos produzidos com plástico. De acordo com a diretora, Ticiana Baumgarten, aos poucos os clientes investem nesse tipo de produto e a cultura do não uso de plástico está mais presente nas empresas. “Vemos um costume maior do não uso de plástico dentro das empresas, muitos dos nossos clientes não disponibilizam mais utensílios de plástico para o consumo de água e café, por exemplo”, destaca. Embora esse tipo de produto ainda custe muito mais do que uma réplica de plástico, que fica entre 30% e 40% mais barata, além da sustentabilidade, as opções de papel ainda permitem uma melhor impressão de logomarcas e imagens.

Fonte: Oficina das Palavras





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