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PH FIT discute o papel da embalagem na comunicação com o consumidor final

19/07/2010 - Segunda-Feira
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São Paulo, Julho de 2010 – Com a presença de mais de 100 profissionais do setor, entre diretores, gerentes e designers de empresas dos setores de cosméticos, alimentos, bebidas e bens de consumo em geral, além de fornecedores de embalagens (vidro, papel cartão, resinas, etc), a PH FIT, líder na produção de fitas têxteis na América Latina, realizou no final de Junho a segunda edição do FIE – Fórum de Inovação em Embalagem no Hotel Renaissance, em São Paulo. Entre os destaques do evento, a participação do mediador Luciano Deos, Presidente da GAD e da ABEDesign. Segundo ele, ainda existe um descompasso na comunicação entre a embalagem e o consumidor. “A guerra por preço acaba levando a métodos de comoditização e conseqüente perda de valor.”

Deos critica também a falta de diferenciação e os excessos que são percebidos como desperdício e “over promise” e acabam colocando a credibilidade da marca/produto em xeque. “O consumidor quer prazer e prestígio, ele precisa sentir-se único. E o estímulo em excesso acaba soando como manipulação.” O especialista defende que a embalagem seja o veículo para se estabelecer uma experiência com a marca. “O que não significa ter um projeto mirabolante. Se você tem uma idéia forte sustentando o projeto, a solução gráfica é simples”, completa.

Para Deos o momento atual exige uma nova forma de se olhar a demanda: a partir das necessidades da população dos países BRIC (Brasil, Rússina, Índia e China) e de forma a ajudar os países desenvolvidos em crise a redesenharem suas demandas.

Nesta mesma linha, Evandro Madeira, Gerente de Serviços de Marketing do Grupo Boticário, mostrou como a marca utiliza a embalagem para estabelecer esta conexão com o consumidor. “Olhamos para a marca de cada produto com o olhar que ela precisa ter.” Isto significa entender a trataviva da marca e de todos os pontos de contato dela com o consumidor, inclusive e principalmente a embalagem.

Há algum tempo a empresa explora os conceitos de “ser bonito não é feio”, “gostar de coisas bonitas é bacana” e “falar de beleza não é fútil nem banal”. Este tripé está traduzido em todos os elementos de contato da marca com o consumidor, da propaganda na TV, passando pelas embalagens e pela decoração das lojas.

A saída encontrada pela Cacau Show para trilhar este caminho de contato com o consumidor via embalagem foi conhecer todas as nuances do negócio de chocolates, desde o cacau. Segundo Mônica Ogawa, Gerente de Comunicação da empresa, este conhecimento profundo de todas as etapas do negócio, incluindo o consumidor final, ajudou a criar uma linguagem própria. “Mas mais do que criar a linguagem, é preciso saber usá-la nos vários produtos que têm propósitos e valores muito diferentes.”

A Cacau Show entende design não como estética, mas como estratégia que deve acompanhar o amadurecimento da marca que é algo vivo, em constante mudança.

Da moda para a embalagem Para acompanhar as necessidades do mercado e oferecer soluções customizadas para os seus clientes, a PH FIT mantém uma área de Inovação focada em projetos diferenciados e desenvolvimento de novos produtos e aplicações. Em sua palestra, a Coordenadora da área, Gabriela Schultze, mostrou que boa parte da inspiração baseia-se em estudos de moda. “Mas é preciso entender moda como o reflexo das tendências de consumo da atualidade e não como aquilo que se veste ou calça. Moda é consumo e deriva da análise de diversos fatores entre eles sociedade, comportamento, mercado, consumo, economia, política, tecnologia e natureza”, sintetiza.

A PH FIT utiliza os serviços da WGSN, empresa global de consultoria em moda e tendências, com mais de 35 mil colaboradores em todo o mundo, para monitorar os cenários atuais e antever os futuros. Para a Primavera/Verão 2001/2012, Schultze explica que já estão sendo trabalhadas três mega tendências:

Time Lines (linhas do tempo) que explora camadas culturais, aspectos originários do tempo e a herança digital.

Fair & Square (justo e quadrado) focada em pureza, honestidade e modernidade rural.
Sensory (sensorial) que explora o experimental, psicodélico e o estado alterado.

“Quando trabalhamos cada uma destas mega tendências, traduzimos seus aspectos nos materiais e estampas. Por exemplo, na Time Lines buscaremos unir o passado, o futuro e o presente por meio de uma estratégia que conte a história; utilizaremos a tecnologia para preservar a história”, explica a também designer. A materialização virá a partir do uso de camadas de renda, superfícies incrustadas, cores pálidas, efeitos folheados e de decomposição e amarrações.

A tradução da segunda mega tendência, Fair & Square, será feita pela adequação da estética rural ao novo território urbano. “É como um regresso à vida simples, mais limitada, bonita e religiosa, com os recursos dos centros urbanos.” Na prática, serão explorados embrulhos, dobras, a ideia do reaproveitamento, materiais rústicos e xadrez, rendas grandes e relevos, e jeans.

E na terceira mega tendência, Sensory, é preciso ter a experiência da imersão total, do revigorar com uma energia vibrante onde a tecnologia é adotada para melhorar a vida. “Devemos trabalhar com uma realidade aumentada e com estados alterados que inspiram intensidades estranhas e formas abstratas.” Traduzindo em produtos, veremos luzes em movimento, estampas digitais e de ondas, acessórios para fechamento, cores fluorescentes, ligações orgânicas, transparências coloridas, franjas, penugem, pelúcia, texturas geométricas, camadas sobrepostas e a influência cultural das tribos (África) nas cores.

Especificamente para a área de embalagens, Gabriela Schultze explica que as fitas e acessórios são responsáveis por materializar as tendências da moda, garantindo que o produto fique permanentemente alinhado às novas realidades e desejos de consumo.

Fonte: PH FIT / Liliam Benzi





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