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Indústria de transformação poderá crescer 13% este ano, estima CNI

12/07/2010 - Segunda-Feira
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Brasília – A indústria da transformação poderá ter crescimento de 13% neste ano, seguindo a tendência de recuperação do baixo desempenho verificado no ano passado, em consequência da crise econômica mundial.

A avaliação foi feita quinta-feira (8) pelo gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao divulgar os Indicadores Industriais de maio. Castelo Branco estima crescimento de 7,2% para o setor industrial este ano, apesar de a economia ainda estar em ritmo de ajuste, pós-crise.

Segundo o economista, o uso da capacidade instalada na indústria “é um indicador seguro do comportamento" do setor, embora tenha havido recuo de 0,5% no mês de maio em relação a abril. A tendência, porém, é de estabilização no segundo semestre desse indicador, que foi usado na margem de 82,3% em maio último, explicou.

Castelo Branco comentou o desempenho da indústria no mês de maio, em entrevista coletiva, após a apresentação do boletim da CNI sobre os resultados do setor. De acordo com o documento, em maio, o faturamento da indústria cresceu 2,1% em relação a abril, e as horas trabalhadas elevaram-se em 1%.

Para o economista, já há indicações de crescimento da demanda externa, que permanece baixa no que se refere aos produtos manufaturados, ainda distantes dos patamares do período pré-crise, em 2008.

Ele destacou, porém, que vem mostrando índices sucessivos de recuperação nos últimos dez meses, numa mostra de que a demanda doméstica e o investimento vêm tendo impulso positivo – o indicador dessazonalizado de emprego cresceu 0,4% em maio com relação a abril, diz o boletim da CNI.

Castelo Branco lembrou que a indústria registrou grande recuo em 2009 em consequência da crise. Ele destacou que, em maio, o setor de produtos de metal cresceu 36,6% em faturamento e 24% em horas trabalhadas em relação a maio de 2009. A área de material eletrônico e de comunicação teve crescimento de 36,4% no faturamento em comparação com maio do ano passado, com aumento de 1,4% nas horas trabalhadas.

No setor de veículos automotores, o crescimento foi de 23%, com aumento de 19% nas horas trabalhadas em relação ao mesmo mês do ano passado. O grupo máquinas e materiais elétricos faturou em maio deste ano 18,3% a mais e aumentou as horas trabalhadas em 23,7%.

No entanto, apesar de ter havido crescimento em maio de 1% nas horas trabalhadas na produção frente a abril, esse indicador ainda está 3,2% abaixo do registrado no período pré-crise (antes de setembro de 2008), conforme mostra o boletim.

Fonte: Agência Brasil





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