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A importância do planejamento nas estratégias de Internet das Coisas

Por Kleber Santos*

Muito tem se falado sobre iniciativas de IoT como impulsionadoras de negócios nas organizações. Se pararmos para pensar no desenvolvimento da tecnologia, podemos constatar que a sua popularização reflete o empenho das empresas em tornarem seus processos de produção ainda mais rentáveis – partindo do pressuposto de que as soluções impactarão positivamente os seus resultados, impulsionando não somente a melhoria do controle do fluxo de dados, como também contribuindo para uma análise mais preditiva das atividades. Levando em conta que vivemos em um mercado cada vez mais competitivo e ávido por novidades, esse cenário predispõe as organizações a buscarem novos caminhos que superem os desafios encontrados no dia a dia. Mas, como as empresas estão se planejando para tornar este fato um diferencial para os negócios?

Acredito que o primeiro passo seja a conscientização que essa modernização é fundamental para sobreviver nesse mercado em constante movimento. Vejo que muitas empresas pensam em implementar iniciativas como a IoT com o intuito de se diferenciar dentre os concorrentes. Porém, é importante saber que essa adoção é também mandatória para conseguir atender às expectativas mercadológicas – com o tempo, é provável que seus clientes optem por parceiros e fornecedores que sejam capazes de entregar serviços com vantagens que só podem ser alcançadas com soluções mais flexíveis e aderentes às novas tendências.

Depois disso, é fundamental desenhar um bom planejamento. Milhares de dispositivos são desenvolvidos e inseridos no mercado de consumo regularmente, tais como sensores, eletrodomésticos, máquinas inteligentes e sistemas embarcados. Todos contam com a mesma característica: geram uma quantidade massiva de dados e elevam o tráfego de redes. Mas, se a empresa não tiver um bom gerenciamento dessas informações, assim como uma estrutura que comporte o seu armazenamento, é provável que em pouco tempo sejam observados problemas não somente na oferta da solução, como também na segurança desses dados. Por isso, é preciso ter bem delimitados os seus principais objetivos, considerando que para alcança-los talvez sejam necessários alguns ajustes na estrutura da empresa.

Nos últimos anos, venho observando um esforço para que as arquiteturas tecnológicas acompanhem o crescimento exponencial de novos dispositivos, permitindo a consolidação da IoT no ambiente corporativo. Algumas plataformas já possibilitam que as empresas implementem o modelo de Internet das Coisas e dialoguem com os novos protocolos, construindo um ambiente flexível e integrado – e essa é de fato uma estratégia inteligente. É muito importante que os recursos de Internet das Coisas estejam de acordo com as expectativas mercadológicas e sejam flexíveis e aderentes a outros recursos e tecnologias, como o Big Data, por exemplo, tão importante para o gerenciamento dos dados gerados durante o processo. Saber como e onde armazenar as informações e como utilizá-las tornam essa integração fundamental.

Outro aspecto que vale a pena ressaltar é que quando o assunto é IoT, a segurança é um tema comumente abordado. Alguns especialistas temem que, de certa forma, iniciativas nesse campo ainda não sejam capazes de garantir a privacidade das informações. Penso que, assim como todo avanço tecnológico, as soluções dedicadas à Internet das Coisas precisam se resguardar de todos os possíveis riscos que possam prejudicar quem utiliza – por isso, é importante que as empresas tenham consciência da responsabilidade que é atribuída a elas com a adoção dessas estratégias.

Por fim, quero reforçar que a implementação de iniciativas de IoT baseadas em uma análise do cenário corporativo e suas necessidades é fundamental. A empresa precisa ter seus objetivos de mercado bem definidos para que todas as adaptações sejam feitas considerando as suas capacidades, déficits e metas. Avalie o volume de dados que a organização quer captar, a oferta de serviços que pretende fornecer, sua infraestrutura, enfim, todo o back-office que irá suportar essa mudança. Isso irá evitar que aconteça uma futura sobrecarga ou ineficiência do sistema. Portanto, invista em um planejamento sólido, que avalie de fato o ambiente tecnológico da empresa. Acredite, isso fará toda a diferença nos seus resultados e no retorno do seu investimento.

*Kleber Santos, arquiteto de soluções de negócios da Software AG.


Fonte: RMA Comunicação



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