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Aproveitando ao máximo as boas vendas do Natal



*Fabio Oliveira.

Não é segredo para ninguém que o Natal representa um dos melhores momentos de vendas para o comércio em geral. No entanto, garantir um janeiro feliz implica em um bom gerenciamento dos ganhos de dezembro, sem deixar que os focos de desperdício comprometam o lucro conquistado com tanto esforço... Natal está aí e o comércio aposta em um ano de boas vendas. Com a economia estável e as classes C/D/E conquistando cada vez mais poder de compra, o cenário mostra-se bastante promissor.

Em toda operação produtiva, cerca de 95% das atividades são desperdícios. Mesmo cientes de que há algum foco de perda, muitos empresários, ao buscarem uma solução para esse problema concentram o olhar nos outros 5%. Ou seja, o “ inimigo oculto” do negócio, que representa 95% da operação, continua lá, intocável e corroendo as boas margens.

Quando aproximamos essa análise de perdas para setor varejista, a realidade também é cruel. No começo deste ano, um estudo divulgado pelo Centro de Pesquisas do Varejo, da Grã-Bretanha, apontava o Brasil como o sétimo país com mais problemas de perdas nesse segmento, quando comparado aos demais países.

No final do ano passado, um estudo focado no cenário nacional e divulgado pela FIA (Fundação Instituto de Administração) indicava que as perdas no setor varejista, no Brasil, atinge, em média, a marca de 2,05% do faturamento de uma organização.

Além do prejuízo causado por furtos externos e internos, 14% desse montante escoa em razão de erros administrativos; 5,8% problemas com fornecedores, má gestão de estoque. A tecnologia tem sido uma aliada na busca por soluções, com recursos para minimizar essas perdas em muitas frentes, mas não é a única aliada de um varejo que busca reduzir as atividades que estão gerando prejuízo.

Pequenas mudanças podem fazer muito pelo seu negócio

Também o Kaizen é uma solução bastante eficaz. A exemplo do que a indústria já pratica há muitos anos, a metodologia do Kaizen pode estabelecer melhor controle de estoque, mais eficiência na distribuição e alocação de mercadorias, padronização dos procedimentos internos de forma a evitar erros que provocam perdas sistemáticas e de grande volume.

Combater as causas dessas perdas exige um aprofundado diagnóstico dos processos adotados por uma rede varejista. O esforço vale a pena. No setor industrial, quem apostou nas ferramentas do Kaizen para redesenhar sua produção, logística e fluxo operacional, já conseguiu minimizar os efeitos desse inimigo da lucratividade, alcançando reduções de até 50% nos seus índices de perdas. Há algum tempo, a eficácia do Kaizen chegou em outros segmentos. Em alguns países da Europa, o conceito já tem sido aplicado com sucesso em grandes redes de varejo. O Grupo Sonae, em Portugal, é um exemplo de como as ferramentas do Kaizen podem melhorar o fluxo logístico e de estoque.

*Fabio Oliveira, gerente de unidade de negócios do Kaizen Institute do Brasil.

Fonte: DI FATTO COMUNICAÇÃO




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