*Marco Antônio Papini e **Antônio Darago Júnior.
Ao contrário do que muitas vezes se pensa, as empresas de pequeno e médio portes costumam oferecer excelentes oportunidades de negócio até mesmo com problemas financeiros, pois reagem quase de imediato a choques de gestão e crescem mais rápido ainda se já vinham prosperando antes de ser adquiridas.
Em ambos os casos, seu perfil ágil e receptivo a mudanças soma-se ao fato igualmente positivo de o comprador normalmente trazer para o empreendimento não apenas suas experiência e know-how, mas também uma nova visão.
No entanto, independentemente de estar ou não em crise, toda empresa deve ser compreendida como um produto perfeitamente transacionável a qualquer tempo, mediante valores e condições específicos.
Em se tratando de pequenas e médias, pensar que elas devam ser vendidas quando estão em fase descendente é um erro pródigo em condená-las precocemente.
Preparar a alienação com antecedência, tendo como compromisso inabalável a confidencialidade, e não deixar que essa operação paralise a atividade normal do dia a dia são outras posturas desejáveis ao longo do processo.
Embora várias possam ser as causas desse momento, aspectos de ordem pessoal costumam ter grande peso, sobretudo quando o proprietário pretende realizar mais-valias; resolve mudar de vida ou enfrenta problemas familiares, de saúde ou societários.
As justificativas podem se ancorar ainda em aspectos econômicos e estratégicos que incluem expansão de mercado; sucessão; reestruturação; reposicionamento e alterações na cadeia de valor (integração ou desmembramento).
Os compradores também têm naturezas e motivações diversas, podendo ser concorrentes atuais em busca de sinergias, ou potenciais, que já operem no exterior e estejam interessados em um novo mercado, por exemplo.
Nesse sentido, comprar e vender empresas de pequeno e médio portes tornou-se um importante nicho nos países mais desenvolvidos, e cresce a olhos vistos no Brasil.
Mas para que assuma em plenitude toda a sua riqueza como oportunidade, precisa ser conduzida de forma séria e profissional, o que requer a contratação de empresas de consultoria especializadas em alinhar o perfil de compradores e vendedores, além de apoiar o cliente na escolha da melhor oportunidade e na preparação da empresa a ser adquirida, antes, durante e após a concretização do negócio.
*Marco Antonio Papini é mestre em Ciências Contábeis pela PUC-SP e sócio-diretor da MAP Auditores Independentes, uma associada à CPA Associates International.
*Antonio Darago Junior é auditor e consultor na área de Corporate Finance, associado à MAP Auditores Independentes.
Fonte: REPERKUT








