* Claudio Spanó.
O Brasil é um grande produtor e exportador de commodities, tais como minério de ferro, alumínio, café, açúcar, laranja, soja entre outras matérias primas que correspondem a 82% do superávit de nossa balança comercial. Somente o setor de mineração responde por aproximadamente 22% (**). Sob este aspecto, o País tem sido privilegiado pelas commodities. Por outro lado, tanto nossa economia quanto as empresas produtoras, se tornam dependentes dos preços estabelecidos internacionalmente.
O setor de mineração consegue manter a lucratividade, quando existe uma alta demanda internacional, mas ele também é refém em períodos de recessão global. Conclusão: toda cadeia produtiva é afetada, com baixo resultado financeiro e desvalorização das ações.
Diante deste cenário de flutuação constante de preços, vinculado às ações externas, é fundamental que as mineradoras possuam um sistema de controle de custos e de produção, para avaliar com precisão os riscos sobre os investimentos na operação e manutenção.
A melhor estratégia para se ter domínio dos custos de produção é por meio da gestão dos ativos, feita com o acompanhamento de uma série de indicadores de performance. Esses indicadores permitem avaliar o desempenho da companhia considerando os aspectos corporativos, financeiros, de eficiência e eficácia, táticos e funcionais.
Para que a empresa possa realizar a gestão de seus ativos, e assim focar esforços de maneira precisa, ela necessita executar um conjunto de ações sistemáticas, abrangendo as seguintes atividades:
· Estabelecer um processo de gestão de coleta de dados
· Permitir fácil acesso aos diversos bancos de dados
· Ter um processo sistemático de análises
· Criar um processo de gestão de projetos de melhoria
· Estabelecer um processo de gestão do conhecimento
Mas a gestão do conhecimento também requer soluções de TI, que permitem integrar avançadas ferramentas de análise. Um estudo pioneiro, baseado em dez anos de experiência adquirida em consultorias, culminou em um novo sistema empresarial para gestão de ativos.
Batizado de Orion onnet, o novo sistema de Reliability Business Intelligence ®, desenvolvido pela RealiaSoft Brasil, irá unificar todas as informações importantes, atualmente alocadas em diversos bancos de dados (SAP, Maximo, Oracle etc), em um único local que compartilha todo o processo de gestão de ativos. Em outras palavras, o propósito do Orion onnet não é substituir o sistema informatizado da manutenção (CMMs), mas trabalhar em conjunto com ele e outras soluções que contenham informações necessárias para a gestão dos ativos.
Um dos diferenciais desse sistema está na integração de avançadas ferramentas de análise, incluindo a Engenharia da Confiabilidade Quantitativa, análises de RCM (Manutenção Centrada em Confiabilidade), RCA (Análise de Causa Raiz), Análise de Degradação e outras. Outra inovação é o gestor de projetos de melhoria, onde todo plano de ação poderá ser gerenciado e acompanhado em um único local. Com essas análises e indicadores de performance, as empresas estarão apoiadas por informações confiáveis e representativas que subsidiarão suas decisões estratégicas.
Por ser um sistema corporativo, o Orion onnet também tem a função de proteger a integridade do conhecimento adquirido, o que é ainda uma das maiores deficiências das empresas. O sistema permitirá que toda ação, análise ou qualquer atividade seja mantida, criando assim um banco de conhecimento.
(**) Referência: Tabela 2.0 - Exportação Líquida Segundo os Principais Capítulos da NCM - Junho de 2009, publicada no site da Receita Federal.
* Claudio Spanó é engenheiro mecânico e diretor executivo da ReliaSoft no Brasil. Especialista na aplicação da Engenharia da Confiabilidade, já realizou consultorias e treinamentos em empresas como Petrobras, PDVSA, Alcoa, Alumar, Volvo, Mineração Rio do Norte (MRN), Vale, Robert Bosch, Valeo e John Deere.
Fonte: ReliaSoft no Brasil








